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Esta dica é muito importante. O vinho não é pasteurizado como a cerveja, nem artificial como um refrigerante, ele é uma bebida que está em seu estado natural na garrafa, protegida por uma rolha porosa que troca oxigênio com o ambiente e é sensível ao calor. Portanto lembre-se: O vinho dura alguns anos na garrafa, mas estraga como qualquer alimento, se mal conservado.
Observe o líquido sob a luz, se o vinho branco estiver amarelado e o tinto muito acastanhado pode ser que esteja oxidado, uma característica de alteração pelo contato do líquido com o ar. Para reduzir a chance de comprar vinho oxidado, escolha locais com boa rotatividade de estoque. |
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Como disse o vinho é protegido por uma rolha porosa que troca oxigênio com o ambiente. Esta rolha tem que estar sempre úmida. Se a garrafa ficar muito tempo de pé, a rolha seca, e o oxigênio começa a entrar muito rápido, e o resultado: o vinho oxida e estraga. Os mercados são os campeões neste quesito, embora nos últimos anos vários deles tem tomado mais cuidado, e deixam expostas poucas garrafas que tem saída antes que a posição da garrafa se torne um problema. |
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O vinho é uma bebida que possui tanto variações nas uvas quanto nos processos utilizados pelos produtores. O resultado final de cada rótulo de vinho é bem diferente um do outro. Assim não só o vinho tinto é diferente do branco, quanto um rótulo é diferente do outro.
O vinho pode ser ácido, doce, adistringente, tanino, encorpado, leve, e ter diferentes combinações destas características. E estas características vão afertar seu paladar na hora de tormar vinho, em um almoço ou jantar. A refeição escolhida pode ou não combinar com o vinho, e esta combinação, se for muito ruim, pode dificultar a apreciação tanto da comida quanto do vinho.
Primeiro entenda que o vinho é parte essencial da composição de um almoço ou jantar, ele também é um dos alimentos, ou ingrediente da refeição, e portanto ele influencia no paladar do alimento e vice e versa, podendo valorizar ou destruir uma receita.
Uma regra básica é: carnes e massas combinam com vinhos tintos, peixes combinam com vinhos brancos.
Mas nem sempre. Embora esta seja a base não leve esta regra como uma lei pois você precisa ter alguma flexibilidade.
Outra regra básica é que: vinhos sempre combinam com os pratos das regiões de origem.
Um vinho português em geral combina bem com comida portuguesa e um vinho espanhol com a culinária espanhola. A exceção está nos vinhos do novo mundo, como Argentina e Chile, pois são produzidos para o mercado mundial e não para suas regiões de origem.
A partir daí você deve seguir as dicas de combinação vinho x comida abaixo :
Sabor: combine o sabor pela similaridade
- Nas carnes você deve usar um vinho mais potente e complexo.
- No frango, você deve combinar com um vinho tinto mais frutado
- No salmão grelhado você pode tomar um vinho branco leve e refrescante
Acidez: combine a acidez pelo contraste
- Para ,assas com ,olho de tomate você pode combinar com um vinho tinto menos acido
- Para ,assa com um ,olho cremoso você combina com um vinho tinto mais ácido
Corpo: escolha um vinho que suporte o alimento
- Para prato mais leves combine com vinhos mais jovens.
- Para pratos mais fortes combine com vinhos encorpados.
Um exemplo, para que você entenda a combinação entre vinho e comida. A feijoada é um prato forte, onde a laranja combina bem. Portanto podemos ter um vinho tinto encorpado com bons taninos, que vai combinar bem com o prato forte, ou também escolher um vinho branco cítrico pois sabemos por similaridade que os sabores cítricos, como o da laranja, combinam com a feijoada. |
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Existem basicamente duas razões para se decantar um vinho; para separar o liquido de seus sedimentos em vinhos não filtrados, como na grande maioria dos vinhos de longa guarda, e para “amaciar” os vinhos.
Nos vinhos jovens que pouco passam por madeira, para serem tomados nos primeiros anos de vida, não existe grande necessidade de decantação, apesar de que até eles podem se beneficiar desse processo.
Para os vinhos de média guarda a serem tomados com 5 a 8 anos de garrafa, a decantação se torna essencial quando tomados mais cedo. No decanter o vinho entra em contato com o oxigênio que provoca uma aceleração de sua maturação, intensifica os aromas da fruta, reduz a tanicidade do vinho, evapora um pouco do alto teor alcoólico (muito comum nos dias de hoje), perde um pouco dos eventuais exageros de madeira tanto nos aromas como sabor e ganha harmonia tornando-se mais macio e menos agressivo.
Decantar um vinho de longa guarda com seus já 15, 20 anos de garrafa pode ser um enorme perigo. Devido ao tempo de garrafa o vinho já evoluiu e está mais fragilizado, podendo “morrer” se ficar no decanter por muito tempo. O ideal é decantar somente para eliminar os sedimentos existentes e servir de imediato evitando que o vinho permaneça por muito tempo em contato com esse processo de oxigenação. Nestes casos recomenda-se que se deixe a garrafa na vertical por uma 24 horas antes de servir para que os sedimentos existentes desçam para o fundo da garrafa. |
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Sempre servir um pouco direto da garrafa para provar e sentir se o vinho está muito duro e tânico. Muitas vezes, só na taça ele já abre um pouco e melhora. Agora se estiver bem fechado aí uns 40 minutos a uma hora devem dar, eventualmente uns 90 minutos para os mais duros. |
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A recomendação é que somente os vinhos mais tânicos e duros devam passar pelo decanter já que vinhos mais delicados e de grande complexidade aromática, como um Pinot Noir ou um Beaujolais, podem perder toda a sua exuberância no processo.
Os vinhos brancos também não ganham em nada com a decantação, além de surgir o problema de temperatura. |
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Tintos:
Envelhecidos e encorpados: 16 a 18ºC
Não envelhecidos mas encorpados: 14 a 16ºC
Jovens e pouco encorpados: 12 a 14ºC
Brancos:
Secos, envelhecidos e encorpados: 12 a 14ºC
Secos, jovens e leves: 6 a 12ºC
Suaves e doces: 4 a 6ºC
Rosés:
Todos: 6 a 12ºC
Espumantes:
Brut: 6 a 12ºC
Demi-sec: 6 a 8ºC
Moscatel: 4 a 6ºC
Dica: deixe a garrafa em um balde com água e gelo por 15 minutos que ela terá uma redução de 5ºC na temperatura, o que corresponde a 40 minutos em geladeira. |
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Uma vez aberta a garrafa o vinho estará em contato constante com o oxigênio e seguramente irá oxidar-se em pouco tempo. Para protelar um pouco o problema, tampe a garrafa com a própria rolha, coloque-a na porta da geladeira e procure bebê-la em dois a três dias.
Uma outra solução é utilizar a "bomba de vácuo" ou "vacuo-vin". |
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Enólogo: O enólogo trabalha na vinícola e é responsável por todas as decisões de produção do vinho: análise do solo, métodos de irrigação, escolha das mudas, da melhor técnica para plantar, para podar, para colher.
O enólogo precisa tomar decisões importantes durante todo o processo de produção e estas decisões são fundamentais para o resultado final, o vinho.
Enófilo: enófilos somos todos nós que gostamos de vinhos, que fazemos anotações sobre os vinhos que tomamos, que freqüentamos confrarias ou encontros de vinhos, enófilos com diferentes níveis de conhecimento sobre vinhos. Nós somos enófilos e você também é, embora nem soubesse disso. Um comentário muito inteligente diz que "enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e enófilo é aquele que, diante das decisões toma vinho" (de Luiz Groff).
Sommelier: O sommelier é o profissional responsável por tudo relacionado ao vinho no restaurante ou loja (a escolha dos vinhos, a elaboração da carta de vinhos, a compra e reposição, o armazenamento e o serviço do vinho), bem como das outras bebidas (em alguns restaurantes mais diferenciados ele também é o responsável pelos charutos).
Enochato: O enochato chega às festas ou ao restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele. |
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